
Uma de minhas maiores paixões é o cinema. A outra são os livros. Não vou continuar a lista porque senão deixo de escrever o que me propus, mas na relação entram música, chocolate, quadrinhos, sexo, amigos, viagens…não necessariamente nessa ordem.
No começo da semana passada segunda-feira 31.03.09, uma amiga levou um filme para vêr na minha casa - ‘O Labirinto do Fauno’ - (Pan’s Labirinth/El Laberinto del Fauno -Gilhermo del Toro - Espanha/Mexico- 2006) e foi simplesmente FENOMENAL.
A sinopse é a seguinte: Ofelia é uma menina linda e solitária de 11 aninhos, orfã de pai e cuja mãe, para sobreviver em plena Guerra Civil Espanhola, se casa com um oficial fascista (de quem está grávida) e muda-se da capital para uma casa de campo, onde o futuro marido mora. O militar em questão, passa os dias limpando armas, lustrando as botas, caçando e torturando cruelmente rebeldes das aldeias ao redor de sua propriedade, é assim, como diríamos? Um doce de pessoa.
Ofelia se sente deslocada, sozinha numa casa velha e enorme, longe da mãe que está acamada, pois sua gravidez é de risco, e escurraçada pelo militar das botas brilhantes e mãos sangrentas. Seus únicos amigos são a governanta e…os livros. Sempre eles.
E graças a eles, Ofelia consegue sobreviver às dores e estranhamentos do mundo que a cerca criando seu próprio universo.
O Labirinto do Fauno é um filme extremamente belo, lúdico, triste e denso.
Essa foi a primeira razão pela qual fui ver o filme. A segunda foi pelo fato de ser dirigido por Guillermo del Toro (Hellboy e o ótimo A Espinha do Diabo) um mestre nos efeitos visuais, fotografia e beleza plástica.
Os elementos fantásticos do filme são de embasbacar, a fotografia e iluminação, sempre obscura, soturna passa um clima pesado, difícil e entra em contraste com a doçura e e fascinação exercidos pelos seres de contos de fada que aparecem na trama. Todo o visual do filme é riquíssimo, belo, extremamente trabalhado, nos mínimos detalhes. Um festim visual, um labirinto de sonho, fantasia, magia, arte, sensações e sentimentos no qual você não se perde, se encontra.
Uma boa dica assista! Mas atenção: Não pensem que se trata de um filme de crianças, ou para crianças. Há cenas chocantes, violentas e um clima de horror iminente presente só nos melhores suspenses de Hollywood. Aliás, a única crítica que tenho ao filme é referente ao excesso de violência. É bem exagerado, porém nunca fora de contexto. Bom filme
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